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Solução de fiança locatícia é destaque na Capitalização

É crescente no mercado a procura dos títulos de capitalização da modalidade tradicional que se enquadram como soluções para garantia locatícia e dispensam a figura do fiador. Exigência comum no momento de aluguel de imóveis comerciais ou residenciais, a busca por fiador, com frequência, constitui uma situação delicada, muitas vezes até constrangedora, para ambas as partes. Por esta razão, as soluções de garantia locatícia vêm conquistando cada vez mais adeptos. "As ofertas hoje disponíveis no mercado de capitalização formam um conjunto de soluções de negócios aderentes a diversas demandas de segmentos da sociedade. A solução de garantia locatícia é uma delas", assinala Marco Barros, presidente da FenaCap.O sistema funciona da seguinte forma: O valor do título é acertado entre o inquilino e a imobiliária ou o dono do imóvel. Enquanto o contrato de aluguel estiver valendo, o título é utilizado como garantia: caso o inquilino não pague suas dívidas, o dono do imóvel pode usar o dinheiro para este fim. "Ao fim do prazo, se o inquilino não estiver devendo nada ao proprietário, ele pode resgatar o valor", explica Marco Antonio Barros. "E durante o período o inquilino também pode participar de sorteios de prêmios em dinheiro", completa.Reservas em elevaçãoEntre janeiro e maio, as reservas técnicas do segmento de capitalização registraram um crescimento de 8,8% em relação ao mesmo período de 2014, atingindo o montante de R$ 30,441 bilhões. As reservas são os recursos que serão  devolvidos aos clientes dos títulos de capitalização sob a forma de resgates.Ao todo, as empresas de capitalização devolveram R$ 6,630 bilhões no período. Os prêmios pagos em sorteios atingiram R$ 386.294 beneficiando clientes de todo o país. Isso representa R$ 3,8 milhões em prêmios distribuídos por dia útil. São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram os estados que mais distribuíram prêmios no período, mais de R$ 220 milhões, no total. O faturamento global do setor nos cinco primeiros meses do ano atingiu R$ 8,294 bilhões.

21 de julho de 2015

Veja onde está o metro quadrado mais caro do Brasil

1º Rio de JaneiroO preço médio do metro quadrado no Rio de Janeiro ficou em R$ 10.643 neste primeiro semestre. No ano, o preço subiu  0,58%. Já nos doze meses encerrados em junho, aumento de 2.90%, segundo o índice FipeZap2º São PauloEm média, São Paulo tem o segundo metro quadrado mais caro do Brasil com R$ 8.593, atrás apenas do Rio de Janeiro. O preço subiu 2,20% no primeiro semestre e  5,06% nos dozes meses encerrados em junho, segundo o índice FipeZap3º BrasíliaO metro quadrado em Brasília custa, em média, R$ 7.969. No primeiro semestre, houve queda de 0,95% no preço. Já no acumulado em 12 meses, a redução foi de 0,69%, segundo o índice FipeZap4º NiteróiO preço médio do metro quadrado em Niterói é de R$ 7.684, variação de -2,32% no primeiro semestre e de 2,03% nos doze meses encerrados em junho, segundo o índice FipeZap5º FlorianópolisEm Florianópolis, o metro quadrado tem custo médio de R$ 6.178. O preço subiu 6,6% no primeiro semestre e 7,81% nos doze meses encerrados em junho, segundo o índice FipeZap6º RecifeO metro quadrado no Recife sai, em média, por R$ 6.018, aumento de 0,30% no primeiro semestre de 2015 e de 3,29% nos doze meses encerrados em junho, segundo o índice FipeZap7º Belo HorizonteEm média, o preço do metro quadrado em Belo Horionte é de R$ 5.914. O preço subiu 1,31% no primeiro semestre e 7,25% nos doze meses encerrados em junho, segundo o índice FipeZap8º São Caetano do SulPreço médio em São Caetano do Sul é de R$ 5.701, variação de 1,26% nos primeiros seis meses do ano e de 4,17% nos dozes meses encerrados em junho, segundo o índice FipeZap9º FortalezaEm Fortaleza, o preço médio do metro quadrado é de R$ 5.681, variação de 3,50% no ano e de 5,62% nos doze meses encerrados em junho, segundo índice FipeZap10º Porto AlegrePreço médio de R$ 5.405 em Porto Alegre, com alta de 2,10% no primeiro semestre e de 6,65% nos dozes meses encerrados em junho, segundo o FipeZap11º CampinasEm Campinas, no interior de São Paulo, o metro quadrado custa, em média, R$ 5.258. Houve uma alta nos preços de 2,21% no semestre e de 8,08% nos últimos 12 meses, segundo o índice FipeZap12º VitóriaEm Vitória, o preço médio é de R$ 5.229, variação de 3,40% no primeiro semestre e alta de 9,40% (a maior do País) nos doze meses encerrados em junho, segundo o índice FipeZap13º CuritibaPreço médio de R$ 5.161 em Curitiba, com queda de 0,65% no primeiro semestre e alta nos preços de 2,50% nos doze meses encerrados em junho, de acordo com o FipeZap14º Santo AndréSanto André tem preço médio de R$ 4.999, alta de 2,35% primeiro semestre e de 7,44% nos doze meses encerrados em junho, segundo o FipeZap15º SantosO preço médio do metro quadrado em Santos é de R$ 4.900, variação de 2,39% nos primeiros seis meses de 2015 e de 6,58% nos doze meses encerrados em junho, de acordo com o FipeZap16º São Bernardo do CampoEm São Bernardo do Campo, o preço médio é de R$ 4.709, alta nos preços de 2,13% em 2015 e de 7,44% nos doze meses encerrados em junho, segundo o índice FipeZap17º SalvadorO preço médio do metro quadrado em Salvador é de R$ 4.639, variação de 1,78% no primeiro semestre e de 4,86% no ano encerrado em junho, segundo o FipeZap18° Vila VelhaEm Vila Velha, os preços subiram 1,73% no primeiro semestre e 6,66% nos doze meses encerrados em junho. O preço médio do metro quadrado na cidade é de R$ 4.25419º GoianiaEm Goiânia, o preço médio do metro quadrado é de R$ 4.162, com variação de 1,43% no primeiro semestre e de 7,75% nos doze meses encerrados em junho20° ContagemEm Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, o preço médio do metro quadrado é de R$ 3.550, com alta de 3,84% no primeiro semestre e de 6,55% nos doze meses encerrados em junho, segundo o FipeZap

21 de julho de 2015

Financiamentos imobiliários crescem em Ribeirão Preto

Financiamentos imobiliários crescem em Ribeirão PretoO crescimento foi de 16,7% e nos financiamentos direcionados ao agronegócio, a queda foi de -11,8%Os financiamentos imobiliários cresceram 16,7% em Ribeirão Preto em abril deste ano na comparação com o mesmo mês de 2014. É o que mostra o Boletim Crédito do Centro de Pesquisa em Economia Regional (Ceper), da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace). Na região, o crescimento foi de 14,7%.O financiamento imobiliário foi o único que registrou crescimento em todas as regiões pesquisadas. Nos financiamentos direcionados ao agronegócio, o único município que apresentou crescimento foi São José do Rio Preto, com 2,5%. Enquanto isso, Ribeirão Preto foi a cidade que obteve a maior queda, com -11,8%.Em financiamentos em geral, todas as regiões abordadas pelo Boletim apresentaram taxas negativas de crescimento. As mais expressivas foram do município de Ribeirão Preto, com queda de 12,4% e a sua Região Administrativa (RARP), com um declínio de 12,1%.Operações de crédito – Ribeirão Preto e região apresentaram saldo negativo de operações de crédito, com -6,6% e -5,1%, respectivamente. No município de São José do Rio Preto, o estoque das operações de crédito, em abril de 2015, cresceu 0,5% comparativamente ao mesmo mês do ano anterior.Ceper – O Centro de Pesquisa em Economia Regional foi criado em 2012 e tem como objetivo desenvolver análises regionais sobre o desempenho econômico e administrativo regional do País. Sua criação reúne a experiência de diversos pesquisadores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) da USP em pesquisas relacionadas ao Desenvolvimento Econômico e Social em nível regional, a análise de Conjuntura Econômica, Financeira e Administrativa de municípios e Gestão de Organizações municipais, entre outros. A iniciativa de criação do Centro foi dos pesquisadores Rudinei Toneto Junior, Sérgio Sakurai, Luciano Nakabashi e André Lucirton Costa, todos da FEA-RP/USP. O Boletim Comércio Exterior tem o apoio do Banco Ribeirão Preto, Imobiliária Fortes Guimarães, São Francisco Clínicas e Construtora e Incorporadora Stéfani Nogueira.Fundace – A Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) é uma instituição privada sem fins lucrativos criada em 1995 para facilitar o processo de integração entre a FEARP e a comunidade. Oferece cursos de pós-graduação (MBA) e extensão em diversas áreas. Também realiza projetos de pesquisa in company além do levantamento de indicadores econômicos e sociais nacionais regionais.

14 de julho de 2015

Ecoeficiência ganha mais importância na construção

Conceito deixou de ser visto apenas como custo e, embora ainda siga no rol de ativos intangíveis, vem atraindo cada vez mais redes varejistasSão Paulo - Empresas de engenharia e consultorias do mercado imobiliário têm percebido a demanda pela gestão de ativos ecoeficientes, sobretudo para clientes do comércio varejista. Com planejamento estratégico, redes como Leroy Merlin e Grupo Pão de Açúcar também têm aumentado as obras neste sentido.Consultoria em sustentabilidade na construção civil, que garante trazer para o varejo oportunidades para redução de impactos socioambientais aliadas à redução de riscos e custos operacionais, a Inovatech Engenharia promete tornar mais sustentáveis os negócios das empresas. E a demanda parece aquecida: "Nossa projeção este ano é aumentar em 20% o faturamento da empresa, ao abrir o leque de atendimento com também gestão de edifícios em uso, em termos de ecoeficiência, além de normas de desempenho para os edifícios", afirmou o diretor da Inovatech Engenharia, Luiz Henrique Ferreira.Com clientes como a rede de material de construção Leroy Merlin, por exemplo, a consultoria desenvolve processos com atenção às demandas por certificação - mas não realiza as obras em si. "O objetivo é maximizar os resultados de sustentabilidade do ambiente construído nas do varejo. Sejam na construção de lojas, centros de logística e distribuição ou prédios administrativos", disse FerreiraSegundo o executivo, a meta é implantar em novos empreendimentos a estratégia de sustentabilidade voltada para os ativos imobiliários. No caso das lojas da home center Leroy Merlin, o viés de sustentabilidade proposto pela Inovatech tem gerado resultado. Das 32 lojas da rede espalhadas pelo País, 22 já tiveram o trabalho de consultoria, além do prédio administrativo da empresa, e todas alcançaram a certificação de sustentabilidade Aqua-HQE - que é emitida pela Fundação Vanzolini.Assim, ressaltou o diretor da Inovatech, a multinacional de origem francesa contabiliza imóveis cujos investimentos vão se pagar de maneira acelerada, além de já obter economias substanciais: diminuição no consumo de energia e de água, e ainda gestão do transporte e manuseio de produtos para evitar danos aos artigos.No caso de um edifício convencional do varejo, costuma-se demorar para que o investimento retorne. No caso de um empreendimento certificado, em que o custo é um pouco maior, o retorno médio é de quarto anos. "E se pensarmos que nos próximos anos o País deverá enfrentar custos altos com as contas de energia no varejo, esse retorno certamente se dará bem antes."Outros empreendimentos sob consultoria ambiental da Inovatech são o centro de distribuição e o edifício administrativo da Indústria de Refrigerantes Fruki, de Canoas (RS). Neles, foram considerados fatores como o uso de bicicletas por parte dos funcionários, que irão dispor de bicicletário, além de economia de água devido ao sistema de aproveitamento por meio da captação da chuva feita pela cobertura do galpão - com mais de 3 mil m² de área construída.SupermercadosCom a instalação de claraboias com material especial no teto para potencializar a passagem de luz natural e bloquear a transmissão de calor, reduzindo em mais de 65% o consumo de energia elétrica, as "lojas verdes" adotadas pelo Grupo Pão de Açúcar são outros exemplos de gestão inteligente de ativos imobiliários.Hoje, o Pão de Açúcar tem sete dessas unidades: quatro na capital (Vila Clementino, Santana, Granja Viana e Tamboré); além de Indaiatuba (SP); Goiânia (GO) e Recife (PE). As operações têm, entre outros diferenciais, reaproveitamento do calor gerado nas casas de máquinas para aquecer água em substituição aos chuveiros elétricos. São mais de 5 mil kWh mensais de economia.

14 de julho de 2015

Medo de desemprego e crédito caro fazem crescer devolução de imóvel

Com rescisão do contrato, comprador pode aguardar condição mais favorável de financiamento; multa, contudo, pode chegar a 20% do valor pagoAs incertezas que pairam na economia fizeram aumentar a rescisão de contratos de imóveis adquiridos na planta. Com o distrato, nome pelo qual a operação é conhecida, o consumidor tem o direito de receber boa parte do que já pagou e traçar outra estratégia para comprar a casa própria.Especialistas do setor afirmam que o distrato tem crescido em função do aumento das demissões, do medo de perder o emprego e das restrições de crédito.Na Associação Brasileira dos Mutuários de Habitação (ABMH), cresceu o número de interessados na operação. No primeiro semestre, 1.839 consumidores procuraram a entidade para buscar esclarecimentos. O número representa 25% do total de demandas, contra uma média de 8% em 2014.Segundo o presidente da ABMH, Lúcio de Queiroz Delfino, 90% dos consumidores que procuram a entidade acabam optando pela rescisão do contrato.Especialista em direito imobiliário, Marcelo Tapai relata que a procura pelo distrato é grande entre os funcionários dos setores mais afetados pela crise, como as montadoras, em São Paulo, e o setor de petróleo e gás, no Rio de Janeiro.Tapai afirma que seu escritório recebeu 338 processos no primeiro semestre contra construtoras. Destes, 67% diziam respeito ao distrato, contra um porcentual de 38% no ano passado. Antes, ele diz, o atraso nas obras respondia pela maior parte das ações.Devolução. Ao comprar um imóvel na planta, o consumidor precisa dar um valor de entrada e negociar mais algum tipo de pagamento mensal.Lá na frente, quando o empreendimento estiver pronto, o comprador terá de usar recursos próprios, financiamento bancário ou consórcio para, de fato, receber as chaves.E é aí que começam os problemas. O reajuste do saldo devedor no período, feito em geral pelo Índice Nacional da Construção Civil (INCC), pode tornar o valor da parcela impraticável. Ou, quando vai à procura de crédito, o consumidor não consegue uma proposta que caiba no orçamento. "Com o reajuste, a dívida acaba superando o valor original do imóvel", afirma Delfino.Se optar pela devolução, o comprador precisa ficar atento para não fechar um mau negócio. Já é consenso na Justiça que as construtoras podem aplicar uma multa de 10% a 15% sobre o valor pago, diz Tapai. Para Delfino, da ABMH, o porcentual pode chegar a 20%.O comprador pode ser reembolsado em 100% se a entrega do imóvel atrasar, se houver erro de construção ou se a unidade for diferente do anunciado quando o negócio foi fechado.Antes, com o boom do preço dos imóveis e o mercado mais aquecido, era mais fácil repassar a dívida para outro comprador. Agora, a barganha é uma das opções. Com o dinheiro em mãos, a pessoa pode aguardar condições mais favoráveis de financiamento ou partir para a compra de outra unidade mais em conta."As construtoras não facilitam e o consumidor acaba aceitando qualquer oferta", afirma Tapai. De acordo com ele, a via judicial acaba sendo o meio mais comum de se conseguir um reembolso vantajoso. Em São Paulo, afirma ele, os processos sobre o tema demoram hoje um ano e meio, em média, para serem concluídos.Para Delfino, tentar uma solução dentro da própria construtora pode ser mais rápido. "A primeira questão é refletir se é preciso mesmo rescindir o contrato", afirma. "O consumidor que não tem condições de pagar o financiamento pode partir para outra unidade, numa localização com o preço do metro quadrado mais barato, ou às vezes no mesmo empreendimento", diz.Nas construtoras, também há uma sinalização de que essa tendência é crescente. No ano passado, 12 incorporadoras somaram um volume distratado de R$ 6,8 bilhões, ou o equivalente a 30% das entregas, de acordo com a agência Fitch.

13 de julho de 2015

Enquanto banco dificulta financiamento, construtora facilita

São Paulo - Com a piora da economia e o aumento dos níveis de inadimplência dos consumidores, bancos como a Caixa passaram a restringir a concessão de crédito imobiliário. Na tentativa de evitar o desaquecimento do mercado imobiliário, construtoras têm facilitado as condições de pagamento para compra do imóvel e chegam até a bancar parte do valor do financiamento.É o caso da PDG, que realiza até o dia 17 de julho uma campanha que oferece descontos e facilidades na compra de imóveis residenciais e comerciais localizados em 69 empreendimentos pelo país.Ao comprar um apartamento na planta, a empresa promete devolver aos clientes as parcelas recebidas durante a construção do imóvel se o financiamento não for aprovado pelo banco por insuficiência de renda na entrega das chaves. O benefício é válido por dois meses após o término do contrato com a construtora e, para utilizá-lo, é necessário estar com os pagamentos em dia.Se o banco não conceder crédito equivalente a 80% do valor do imóvel, a construtora também se propõe a financiar durante três anos a diferença de valor necessária para alcançar esse porcentual, limitado a até 20% do preço da unidade. Já quem quiser investir em imóveis comerciais agora pode financiar a unidade diretamente com a construtora.Essas facilidades serão oferecidas para clientes que comprarem imóveis durante um evento realizado pela PDG nesta semana. Para mais informações sobre o evento, basta acessar o site da campanha.Os apartamentos vendidos no evento têm de um a quatro quartos, medem entre 40 metros quadrados e 250 metros quadrados e estão localizados nas cidades de São Paulo (SP), São José dos Campos (SP), Campinas (SP), Curitiba (PR), Santo André (SP), Guarulhos (SP), Barueri (SP), Ribeirão Preto (SP), Diadema (SP), Piracicaba (SP), Jundiaí (SP), Taboão da Serra (SP), Santos (SP), São Bernardo do Campo (SP), Caxias do Sul (RS), Marituba (PA), Belém (PA), São Luís (MA), Ananindeua (PA), Salvador (BA), Manaus (AM), Lauro de Freitas (BA) e Brasília (DF).Momento é de oportunidadesA restrição do crédito imobiliário reduz a demanda pela compra de casas e apartamentos. Como consequência, a queda nas vendas das unidades amplia a possibilidade de o comprador negociar descontos nos preços das unidades e realizar um bom negócio.Por outro lado, financiar um imóvel agora não é indicado para compradores que estejam inseguros em relação à manutenção do seu emprego nos próximos meses. Para quem não tem reservas financeiras para suportar o pagamento das prestações da dívida diante de uma eventual perda de renda, pode ser melhor adiar a compra.

13 de julho de 2015

Crise estrutural no setor imobiliário ou 'a onda que se ergueu no mar'

O setor imobiliário passa por um período difícil. O problema é estrutural e certos indícios nos levam a crer que se trata de uma bolha imobiliária e não de uma marola como alguns, sobretudo corretores e representantes do setor afirmam acreditar.Com 42% de lançamentos a menos em 2012 e novas quedas depois, 2014 se encerrou com um estoque anormal e suficiente para 21 meses de vendas. A causa? Distratos (cancelamentos das vendas) de R$ 17,6 bilhões no período entre 2011 e 2014, ou seja, boa parte do crescimento das vendas de imóveis (na planta ou em construção) do passado não se concretizou, virou estoque e concorreu com lançamentos posteriores.Junta-se a isto ainda cerca de 40% de vendas para investidores pessoais, concorrendo com construtoras e quedas nas vendas brutas (sem abater os distratos) em 2012 e 2014. A alta flutuação em lançamentos imobiliários afetou os empregos?A construção civil, que dobrara a participação na geração de empregos formais de 2007 a 2009, começou a desacelerar desde 2011, de forma mais intensa que no total do país.Empregos em desaceleração, muitos distratos, vendas caindo e altos estoques afetaram os preços. Um levantamento da empresa de pesquisas imobiliárias Geoimóvel, feito em 2013 na cidade de Brasília, por exemplo, apontou queda de 35,5% no preço médio do metro quadrado dos lançamentos.Já a pesquisa da consultoria especializada no ramo imobiliário Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), feita no primeiro bimestre de 2013, registrou queda de 9,4% nos preços do metro quadrado nos lançamentos em São Paulo.Outro indicador de preços em desequilíbrio é constatado ao se comparar o aluguel que rende cerca de 0,40% ao mês com aplicações financeiras de baixo risco, que tem rendimento de até 0,85% liquido ao mês. Nesse cenário, torna-se mais atraente alugar um imóvel do que comprá-lo, diminuindo ainda mais a demanda e aumentando os estoques.Os preços dos imóveis cresceram descolados dos fundamentos, em função do crédito imobiliário (que era barato e farto), do crescimento significativo da demanda de 2007 a 2011 que em grande parte não se concretizou (alto volume de vendas, na planta ou em construção, canceladas na entrega), além da existência de muitos investidores e especuladores.A bolha ou aumento de preço injustificado está alongando o prazo para a venda de estoques. Como agravante, a Caixa Econômica Federal, que concentra 70% do crédito imobiliário no país possui uma inadimplência de 21,80% na faixa 1 do programa "Minha Casa Minha Vida" e 2,20% nas faixas 2 e 3 (acima da média).Apesar do nosso mercado de crédito não ser comparável ao americano, vale lembrar que nos EUA, a inadimplência foi de 16% durante a crise de 2008.Além disso, a poupança, que provê fundos para o financiamento de imóveis, perdeu fôlego e a partir de 2015 o crédito imobiliário ficou mais restrito. A onda que se ergueu há alguns anos parece estar assombrando até os "surfistas" mais experientes do mercado imobiliário. Cabe saber se ela perderá força de maneira suave com o tempo, ou se teremos um rompimento abrupto com "tsunami" no setor.

08 de julho de 2015

Prestação da casa própria pode subir 38% com mudança no FGTS

Caixa calcula que renda para financiar casa própria precisará ser maior se o projeto que dobra a remuneração do FGTS for aprovado.BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal (CEF) calcula que, se o projeto que prevê dobrar a remuneração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) for aprovado, os interessados em financiar a casa própria terão que pagar uma prestação até 38% maior nos empréstimos.De acordo com dados do banco estatal, responsável pela administração do fundo, a parcela de um financiamento de R$ 75 mil subirá de R$ 527 para R$ 726, aumento de quase 38%. Se o financiamento for de R$ 97 mil - o mais utilizado -, a prestação subira de R$ 762 para R$ 1.019, 34% de aumento.Se a opção for pela manutenção do valor da prestação, o valor médio do financiamento deverá cair. Na primeira simulação de R$ 75 mil para R$ 55 mil. Na segunda, de R$ 97 mil para R$ 73 mil. Os dados foram apresentados por Sérgio Gomes, superintendente nacional do FGTS.Ele participou de uma audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados sobre o projeto de lei que aumenta de 3% para 6,17% mais Taxa Referencial (TR) ao ano a remuneração das contas do FGTS. O projeto é apadrinhado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que hoje resolveu adiar a votação da medida para agosto, depois do apelo da indústria da construção civil e da própria presidente Dilma Rousseff.O governo teme a aprovação do projeto pelo Congresso porque obrigaria a aumentar os juros dos financiamentos concedidos com recursos do FGTS nas áreas de habitação, saneamento e infraestrutura. A presidente disse ontem que o aumento da remuneração chegaria a comprometer a terceira etapa do programa Minha Casa Minha Vida, que ainda não saiu do papel.Na audiência pública, representantes dos ministérios das Cidades e do Trabalho, além da Caixa, pintaram um cenário catastrófico caso o projeto seja aprovado. "Sob a ótica do direito individual, se inviabilizar a habitação de interesse social, o maior prejudicado será o trabalhador que ganha até 4 salários mínimos, que é a maior parte dos cotistas do FGTS", disse a secretaria nacional de habitação, Inês Magalhães.O representante da Caixa chegou a dizer que haverá uma insegurança jurídica porque os trabalhadores devem entrar na Justiça para garantir a remuneração maior dos anos anteriores. De acordo com o projeto, a rentabilidade de 6,17% ao ano mais TR (igual da poupança) começaria a valer a partir de janeiro de 2016."Vai criar um novo FGTS. O compromisso de remunerar a 6% obrigará o conselho curador, é obrigação por lei, a majorar as aplicações para arcar com esse novo compromisso. Haverá um aumento da taxa de juros. Isso é fato", disse o secretário executivo do conselho curador do FGTS, Quênio Cerqueira de França.O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, defendeu na audiência a proposta do setor, antecipada pelo Estado, de dividir parte do lucro do FGTS - no ano passado foi de R$ 18,8 bilhões - entre os trabalhadores cotistas do fundo. "É possível atender o obejetivo de melhorar a remuneração do trabalhador sem mudar as regras de financiamentos", afirmou.

08 de julho de 2015