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Notícias

Inflação do aluguel acelera na 1ª prévia de junho, diz FGV

Preços no atacado pressionaram o índice nesta apuração. No ano, o IGP-M acumula alta de 5,31% e, em 12 meses, de 11,58%.O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), também conhecido como inflação do aluguel, porque é usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, registrou variação de 1,12% na primeira prévia de junho, depois de avançar 0,59% no mesmo período de maio. No ano, o IGP-M acumula alta de 5,31% e, em 12 meses, de 11,58%. Prédios em Águas Claras (Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a inflação no atacado, medida pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que compõe o cálculo do IGP-M, foi de 1,55%. No mesmo período do mês de maio, o índice variou 0,65%.O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que calcula os preços no varejo, registrou variação de 0,35%, ante 0,58% no mesmo período do mês anterior.  A principal contribuição partiu do grupo saúde e cuidados pessoais, cuja taxa passou de 3,14% para 0,83%. O destaque ficou por conta do item medicamentos em geral, cuja taxa passou de 10% para 0,82%.Também usado para calcular o IGP-M, mas com peso menor, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,08% na primeira prévia de junho, depois de subir 0,25% no mês anterior. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,16%. No mês anterior, a taxa foi de 0,12%.

10 de junho de 2016

Festas Juninas em Ribeirão Preto

Em junho Ribeirão Preto oferece festas juninas com as mais variadas atrações para agradar todos os gostos.Os arraias deste ano garantem desde os tradicionais shows sertanejos, quadrilhas, correios elegantes, fogos de artifício e pratos típicos, até as atrações mais diferenciadas como exposição de carros antigos, shows de rock, DJ e culinária japonesa. Confira:Festa Junina Clube de RegatasAtrações: shows sertanejos, fogos de artifício (no dia 18), dança da quadrilha e comidas típicas.Dia(s): 11 de junho às 21h12 de junho às 13h18 de junho às 20h19 de junho às 13hEndereço: Via José Moraes dos Santos s/nºArraiá da NipoAtrações: recreação para crianças com equipe especializada, comidas típicas e pratos de culinária japonesa.Dia(s): 10 e 11 de junho às 19hEndereço: Rua Teresa Nomura Yamada, 400Arraiá Viva RibeirãoAtrações: shows sertanejos, exposições de carros antigos, música infantil, apresentações de funk e pop rock, orquestra de viola caipira, show de forró, apresentação do canil da PM e barracas de comidas típicas.Dia(s): 17, 18 e 19 de junho das 11h às 23hEndereço: Morro do São Bento, s/nºArraiá RibeirãoAtrações: barracas gastronômicas, show com a banda Chic Hernandez e DJ, salão para dançar, projeção, touro mecânico, correio elegante e cadeia.Dia(s): 11 de junho às 20hEndereço: rua Mariana Junqueira, 33Arraiá na RecraAtrações: fogueira, parquinho, quadrilha, bingo e comidas típicas.Dia(s): 10 e 11 de junho entre 19h e 23hEndereço: avenida Nove de Julho, 299

07 de junho de 2016

Intenção de compra de imóvel sobe pelo segundo mês seguido

A demanda por imóveis começou a dar sinais de retomada no primeiro trimestre de 2016, de acordo com levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em conjunto com o portal de classificados Zap. Ainda assim, os descontos concedidos por vendedores seguiram em alta.Do total de entrevistados, 46% indicaram intenção de comprar um imóvel nos próximos três meses, marcando a segunda sinalização seguida de evolução da demanda. No quarto trimestre de 2015, o indicador estava 43%, após tocar a mínima de 40% nos três meses imediatamente anteriores. Por outro lado, a intenção de compra ainda se mostrou abaixo da verificada no primeiro trimestre de 2015, de 48%.A maioria dos entrevistados, com 54% das respostas, foi indiferente entre imóveis novos ou usados. Por outro lado, 33% indicaram preferência por usados, enquanto outros 13% mostraram intenção de buscar unidades novas. O levantamento Raio-X FipeZap contou com as respostas de 4.552 pessoas.A alta na intenção de compra também foi acompanhada por uma mudança na percepção de preços. Daqueles que planejam comprar imóveis nos próximos três meses, a percepção de que os preços estão altos ficou em 73% nos três primeiros meses, um recuo frente aos 78% no quarto trimestre de 2015. Considerando apenas aqueles que já adquiriram residências, a queda foi de sete pontos porcentuais, para 57%.Para efeito de comparação, os resultados se mostraram abaixo dos índices observados em igual período do ano passado. Entre janeiro e março de 2015, a leitura de que as unidades estavam altas ou muito altas correspondia a 86% dos entrevistados que tinham interesse em executar a compra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.  

19 de maio de 2016

Casa de madeira: conheça o projeto e suas vantagens.

Construir uma nova casa pode ser caro e trabalhoso, já que envolve muita coisa como a compra de um terreno, a contratação de uma arquiteta para a produção do projeto e, por fim, a obra. Uma boa alternativa são as casas de madeira pré-moldadas. Elas caem bem em qualquer região e em qualquer clima. Aconchegante, este tipo de imóvel é construído rapidamente e projetado com o gosto do cliente. São muitas opções e o valor cobrado varia de acordo com o desenho e tamanho da casa. Segundo Rodolfo Dias, vendedor da empresa BonCasa, a casa já é construída na fábrica e vai pré-moldada para o local de instalação. Um projeto de 100 m² é finalizado em apenas 15 dias. “A casa é agradável, no inverno ela é quente e no verão se torna fresca. (O cliente) pode montar do jeito que quiser e, se um dia quiser aumentar, é fácil de fazer por ser uma obra limpa e sem muita sujeira”, diz Dias. Casa com varanda pode ficar um pouco mais cara. Toda parte estrutural, além das paredes, é feita em madeira de lei, Peroba ou Grápia, e com acabamento em cedrinho. As paredes têm sistema de painéis, revestidas com lambri. O assoalho de madeira é colocado nas salas, quartos e corredores. O que fica por conta do comprador são os azulejos da cozinha e do banheiro. A empresa entrega, ainda, a casa envernizada, com portas, janelas, telhas e manta térmica. Um ponto interessante é que o valor da obra, dificilmente, sai do preço inicial e do tempo indicado para construção.“O cara que compra a nossa casa já sabe quanto vai gastar no final da obra. Ele consegue ter um controle melhor dos gastos. Em até três meses a casa está pronta”, afirma Dias. Segundo Dias, atualmente o público que mais procura por este tipo de imóvel é da classe A, mas é viável para qualquer pessoa. Existem projetos com preço a partir de R$ 18.300 para uma moradia de 18 m². Uma casa de 150 m² custa R$ 101.450. O valor médio do m² gira em torno de R$ 850. O nosso cliente procura um produto nobre e tem um terreno um pouco maior. Nós atendemos em qualquer região, seja praia, cidade ou campo”, diz o vendedor. Por ser um isolante térmico natural, a madeira dificilmente provoca incêndios, segundo Dias. O conforto é percebido através da manutenção da temperatura em qualquer época do ano. A capacidade da madeira de absorver calor é dez vezes menor do que o cimento e 40 vezes menor que o tijolo. Já sobre os cupins, é recomendável que o solo da construção seja imunizado. Mesmo assim, a madeira utilizada é de boa qualidade, com resistência natural ao cupim, segundo o atestado do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Manutenção – Por lei, as empresas são obrigadas a dar cinco anos de garantia em caso de problemas estruturais. A manutenção que o proprietário deve fazer para manter a casa bem conservada é simples e não exige mão de obra especializada. A cada dois anos é necessário passar uma lixa para tirar o brilho do verniz e aplicar uma nova mão na parte externa, por conta da incidência de raios solares na madeira. O verniz utilizado é o marítimo, que possui filtro solar e aguenta grandes pancadas de chuva em sua estrutura. Na parte interna da casa é aconselhado que o mesmo procedimento seja executado de quatro a seis anos após a primeira aplicação. Na parte da limpeza interna, de pisos e paredes, Dias diz que o melhor a se fazer é passar um pano úmido pela casa. Além da construção – O proprietário fica responsável por toda a parte hidráulica do imóvel, além e outros itens. Veja a lista de coisas que não estão inclusas nos projetos da BonCasa: Parte elétrica, hidráulica, alvenaria de banheiro, alicerce de varanda, cozinha e revestimento, material para base, areia, cimento, cal, tijolos, vidros, caixa-d´água, fossa, raspagem de assoalho, sinteco, terraplanagem e compactação do solo, embalsamento do telhado, calhas, rufos, lustres, documentação e aprovação junto ao órgão competente.

18 de maio de 2016

Com queda nos preços, aluguel de imóvel em SP amplia vantagem sobre compra

Locação na capital já está mais em conta do que há um ano; consumidor pode adiar o sonho da casa própria e usar a diferença para investir.SÃO PAULO - O dilema clássico entre comprar ou alugar um imóvel ganhou novos contornos em 2015. Primeiro, a restrição no crédito imobiliário, sobretudo para usados, dificultou a busca pela casa própria. Depois, o próprio desaquecimento do setor afetou não só o preço de venda, mas também o de locação. Para especialistas, a combinação faz pender a balança para o lado do aluguel.Na cidade de São Paulo, dois índices mostram que, pela segunda vez consecutiva, há recuo do preço de locação em 12 meses. No Secovi-SP, o sindicato da habitação, o recuo observado em novos contratos é de 1,8% em 12 meses até julho. No índice FipeZap de locação, que coleta anúncios, a queda é de 0,38%.Um detalhamento da pesquisa do Secovi, feito para o Estado, mostra que o recuo nos valores do aluguel pode rodar a casa dos dois dígitos. O movimento é generalizado, com exceção de alguns bairros, onde características locais ainda pressionam o custo da locação, como é o caso de Santana. Os preços de locação para imóveis de 1 dormitório no bairro da Zona Norte da capital subiram 37,9% nos últimos 12 meses até julho, a maior alta vista na pesquisa. O levantamento inclui apenas regiões onde a amostra era suficiente do ponto de vista estatístico.Em imóveis de um dormitório, o aluguel ficou mais barato em julho em comparação com a situação de um ano atrás na Vila Mariana (recuo de 16,4%), Pirituba (-12,2%) e Belém (-6,8%). O preço de locação do metro quadrado de dois dormitórios recuou 15,6% em São Mateus e 9,1% no Centro. Nos Jardins, os preços caíram 7,2% para unidades de três dormitórios (veja mais exemplos abaixo).A diretora comercial da imobiliária Lello, Roseli Hernandes, detectou o movimento. “É um momento vantajoso para quem vai alugar, uma vez que alguns proprietários estão mais flexíveis e com preço mais adequado”, afirma.“As situações macroeconômica e política geram uma grande insegurança por parte do futuro morador para a compra de um imóvel financiado e o comprometimento de longo prazo”, afirma Mark Turnbull, diretor de locação do Secovi.O pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) Eduardo Zylberstajn ressalta que o mercado de locação é mais dinâmico que o de venda, por isso os preços tendem a se ajustar mais rapidamente. Além disso, ele explica que os proprietários de imóveis à venda costumam resistir por mais tempo antes de reduzir os preços. Já um locador prefere ocupar o imóvel, mesmo com um ganho menor, para deixar de arcar com custos como condomínio e IPTU.Aplicação. Para Zylberstajn, a elevada taxa básica de juros - atualmente em 14,25% ao ano - não apenas encarece o custo do crédito habitacional, como também torna mais vantajoso deixar o dinheiro em uma aplicação para aproveitar os altos rendimentos, como os títulos do Tesouro Direto.“Neste momento de juros altos, o comprador consegue juntar mais dinheiro para dar de entrada se esperar mais um ou dois anos para comprar um imóvel, por exemplo”, explica Zylberstajn.Em parceria com o site de classificados Zap, a Fipe desenvolveu uma ferramenta para comparar aluguel e compra. Além de pontos básicos, como preço de compra do imóvel, valor da entrada, taxa de juros e tempo do financiamento, a calculadora também leva em consideração o rendimento de uma aplicação financeira no período.Apelidada de Calculadora FipeZap, a ferramenta mostra que hoje é mais vantajoso pagar um aluguel mensal de até R$ 3.311,01 do que comprar um imóvel de R$ 500 mil em São Paulo. A simulação levou em consideração uma entrada de 50% (R$ 250 mil), taxa de juros de 11% em um financiamento com duração de 20 anos, retorno de 14% em investimentos (títulos prefixados do Tesouro) e permanência de 20 anos no imóvel.Segundo Zylberstajn, o dinheiro que se deixa de ganhar com uma aplicação para comprar um imóvel também é um custo. Ele explica ainda que é importante considerar o tempo que se pretende morar naquele imóvel, pois isso dilui custos fixos, como cartório e corretagem.Uma pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP) aponta que, em junho, o número de casas e apartamentos alugados cresceu 7% em relação a maio, em São Paulo, depois de três meses de queda. Vale a ressalva de que o levantamento considera todo o Estado e, portanto, regiões com realidades distintas.O presidente da entidade, José Augusto Viana Neto, relativiza o recuo do preço do aluguel. Para ele, aluguéis na casa de R$ 1 mil tendem a ser mais disputados e com margem menor de barganha. Ele pondera, contudo, que “os proprietários não estão conseguindo repassar ao aluguel e ao preço de seus imóveis nem sequer a correção da inflação.”A queda do aluguel em 12 meses também dá mais força ao locatário na hora de negociar a extensão do contrato. Isso porque o IGP-M, usado para reajustar os contratos, está com variação superior à do aluguel e, portanto, isso abre espaço para barganha.

03 de setembro de 2015

Caixa restringe crédito imobiliário

Desde 17 de agosto, quem tem contrato de financiamento na Caixa Econômica Federal com recursos da poupança, por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), não poderá mais contratar outro crédito dessa linha. A causa é a prolongada sangria dos recursos da caderneta de poupança. “Essas operações representam apenas 2,4% da quantidade de financiamentos concedidos pelo banco”, informou a Caixa em nota.Guiada não só por motivos econômicos, mas também políticos, já que a instituição é pública e direcionada por interesses do governo, o banco destacou ainda que o foco da instituição em 2015 são imóveis novos. Com destaque para a habitação popular, operações do Minha Casa Minha Vida e recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo a Caixa, essas operações de habitação popular não tiveram alteração. Esses programas são base de sustentação política do governo.Maior concedente de empréstimos para compra da casa própria no País, com cerca de dois terços do mercado, a Caixa vem tomando, desde o começo do ano, sucessivas medidas para restringir o acesso ao financiamento imobiliário.Só neste ano, o banco já elevou duas vezes o preço cobrado dos empréstimos pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), além de reduzir, de 90 para 80 por cento, a cota máxima de financiamento do imóvel no Sistema de Amortização Constante (SAC) e 50 por cento pela tabela Price.CriseOs resgates dos saldos da Caderneta de Poupança superam os depósitos em junho pelo sexto mês consecutivo, totalizando uma saída de R$ 41 bilhões de reais só nesse ano, segundo o Banco Central, em relatório divulgado na semana passada. De acordo com Ullisses Capistano, gerente de negócios do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil – Sicoob Goiás Central, as causas desse fenômeno são múltiplas. Entre elas, ele destaca duas principais.A primeira é que a caderneta de poupança é uma modalidade de investimento que tem perdido a competitividade no mercado, já que outras possibilidades acompanham a Selic. A taxa de referência atingiu seu maior valor nos últimos nove anos, aumentando a rentabilidade das aplicações financeiras em títulos públicos, como fundo de renda fixa, tesouro direto etc.O segundo, que na perspectiva de Ullisses é a mais importante e determinante, provém de boatos surgidos após as eleições presidenciais do ano passado, que se espalharam pelas redes sociais, sobre a possibilidade de “confisco” dos recursos da poupança. Exatamente aos moldes do ocorrido em março de 1990, na presidência de Fernando Collor. Portanto, mais do que fatores econômicos, o mau momento pelo qual passa a poupança no Brasil pode ser creditado, em boa parte, a uma crise de confiança institucional.Ullisses acredita que o pior já passou, apesar desses resultados negativos no primeiro semestre. O momento mais crítico do ano foi em março, quando a poupança perdeu mais de R$ 11 bilhões em um único mês. Desde então, o ritmo de saques vem diminuindo.  “É possível que possamos ver uma modesta recuperação no início do último bimestre desse ano, se as tensões políticas perderem a força”, avalia.Outros bancosEnquanto a Caixa desacelera no crédito imobiliário, rivais como Banco do Brasil e Itaú têm ampliado os desembolsos para habitação, buscando se concentrar em segmentos de créditos tidos como de menor risco num momento de economia em retração.“Todas as instituições financeiras captadoras de poupança sentiram a turbulência do momento, mas o impacto não foi o mesmo para todas. Quando analisamos os números de perto, notamos que as instituições voltadas para o atendimento do produtor rural, tais como o Banco do Brasil e as Cooperativas de Crédito foram bem menos afetadas que as demais, e suas cadernetas de poupança já se encontram em plena recuperação”, afirma Ullisses.No dia 4 deste mês, o Itaú anunciou que os créditos imobiliário e consignado foram os únicos a crescerem no segundo trimestre ante os primeiros três de 2015, fazendo sua carteira de crédito crescer no geral. Juntos, os segmentos já representam mais de 40% do crédito do banco para pessoas físicas no Brasil.“Hoje nossa carteira de crédito é menos volátil ao ciclo econômico do que era em 2012. A partir de então, decidimos focar em produtos de menor risco, e as carteiras de imobiliário e de consignado, que representavam 18,4% do total emprestado a pessoas físicas no Brasil, hoje representam 41,3%”, destaca Marcelo Kopel, diretor de Relações com Investidores do Itaú Unibanco, em comunicado à imprensa. O banco espera que a carteira de crédito total cresça de 3% a 7%.O crédito imobiliário do Banco do Brasil (BB) atingiu um crescimento de 37,8% em comparação ao mesmo período do ano passado, o que possibilitou o banco a elevar sua participação no mercado para 8%, de acordo com últimos dados divulgados pelo Banco Central.O BB também anunciou há duas semanas uma linha de crédito de 1 bilhão de reais para o segmento imobiliário, oferecendo até 90 por cento de imóveis avaliados em até 400 mil reais. O BB possui mais de dois milhões de clientes com esse perfil para habitação.

02 de setembro de 2015

Mercado imobiliário americano torna-se a opção para os investidores brasileiros

A atual conjuntura política e econômica do Brasil aliada à retomada do crescimento do setor imobiliário nos Estados Unidos está atraindo os investidores brasileiros, e a cotação do dólar não é um vilão neste caso.Pesquisa recente do Ibope apontou que 48% da população, de todos os segmentos sociais, está pessimista ou muito pessimista em relação ao futuro do País. A falta de perspectiva é apontada como a principal razão. E aonde ir atrás de um futuro promissor, com garantia de qualidade de vida?Após a crise de 2008, que afetou diretamente o mercado imobiliário norte-americano, o segmento Real Estate aparece com uma das opções para quem quer diversificar seus investimentos, pois está passando da recuperação para a valorização e com fôlego para os próximos três anos, no mínimo.“Aliado a isso a economia norte-americana tem feito seu dever de casa e superando as expectativas internas e externas. O princípio da diversificação de investimentos prevalece como forte argumentação, porém a facilidade e a gama de oportunidades para diferentes gostos e bolsos ratificam a indicação por este investimento”, explica Daniel Rosenthal, idealizador e diretor do Investir USA Expo, maior evento do segmento que reúne incorporadoras, imobiliárias americanas, serviços jurídicos e investidores.De acordo com dados da Miami Association for Realtors (dez-2014), o Brasil aparece em 3º lugar no ranking de países que mais buscam imóveis nos EUA. Dados de janeiro de 2015, da Omniture Discover, apontam Miami como o terceiro destino mais procurado por estrangeiros, seguido de Orlando e Ft. Lauderdale, todos na Flórida. Os primeiros lugares são ocupados por Nova Iorque e Los Angeles, respectivamente.Segundo pesquisa da Chief Executive Magazine, que ouviu 500 CEOs, a Flórida aparece como segunda colocada no “Melhor Estado para Negócios” e no primeiro lugar como ambiente para viver. Com várias indústrias em expansão, a tecnologia está sendo um fator importante para o crescimento do Estado.Em Miami, as atenções se voltam para o lugar que está se tornando um grande centro internacional de negócios e recebido investimentos em infraestrutura, como o trem que ligará Miami a Orlando, um centro de convenções amplo e moderno e novos bairros residenciais e culturais.Para muitos, a alta cotação do dólar assusta, mas para Rosenthal é preciso pensar em dólar para ter bons retornos em dólar, e não se prender ao câmbio. “Quem disse que o dólar está alto, qual é a referência? Se pegarmos o câmbio quando estava na faixa de R$ 2,00 está mais alto, mas em 2002 passou de R$ 4,00. Quem já comprou com o dólar a R$ 2,00, parabéns! Já ganhou, mas temos que pensar daqui pra frente”, disse Rosenthal.

02 de setembro de 2015

Proprietários preferem reduzir aluguel do que ficar com imóvel vazio

Com desemprego, crise e inflação em alta, quem paga aluguel sente as despesas gerais aumentarem mensalmente. Negociar o valor da moradia pode ser opção, pois a oferta de imóveis é grande na região. Uma pesquisa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) aponta que o valor do aluguel residencial vem caindo. Na Capital, nos últimos 12 meses, a queda foi de 1,8%. No mesmo período, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 6,97%.Para o diretor regional do Secovi-SP na Baixada Santista, Carlos Meschini, a região tem grande oferta de imóveis para alugar, o que pode facilitar a negociação entre proprietários e inquilinos. “Tivemos muitos lançamentos imobiliários nos últimos anos, e muita gente não conseguiu pagar (o financiamento). Isso fez aumentar o estoque para locações”.Meschini afirma que, com mais imóveis para locação, a tendência é a queda nos valores. “São as negociações momentâneas, em que, para não ficar com o imóvel parado, proprietários acabam aceitando propostas”.Para aqueles que têm contrato prestes a encerrar, pode ser o momento de conversar com o locador para obter melhores condições no aluguel. O dono da casa deve considerar se o inquilino é bom pagador e se compensa ficar com espaço vazio por algum tempo, deixando de receber o pagamento e ainda tendo que arcar com despesas como condomínio e de impostos.Melhor do que vazioO medo de ficar com o apartamento mobiliado desocupado por muito tempo, pagando todas as contas do local, fez com que Adriana Minhoto pensasse na redução do valor assim que o inquilino deixou o imóvel. “Foi muito difícil alugar no ano passado, mas, neste ano sinto que está pior. Não tem tido procura”, lamenta.Especialista em Direito Imobiliário, o advogado Antonio Sérgio Aquino Ribeiro alerta que, para deixar o imóvel, a pessoa tem de pôr tudo no papel. “Se num contrato de três anos a pessoa já cumpriu uma parte e acha um apartamento R$ 1 mil mais barato, tem que considerar o valor da multa contratual, quanto gastará para mudar e as adaptações necessárias para essa mudança. Somando tudo, se o valor do contrato atual for superior, financeiramente vale a troca”.Uma dica que Ribeiro dá para quem não tem interesse de sair de onde está e que não conseguiu negociar com o proprietário é tentar uma ação revisional do aluguel. Por lei, quem mora há mais de três anos no imóvel pode pedir a revisão do valor cobrado. “Mas, quando esse contrato acabar, a pessoa corre o risco de o locatário pedir o imóvel de volta”, adverte Ribeiro.Se a opção não é partir para ação judicial, mas negociar com o proprietário, o ideal é que o inquilino se prepare para isso. Buscar imóveis semelhantes ao que está para ver preços e condições é importante.Outro ponto que pode contar a favor é o histórico de bom pagador. “O locatário não vai querer perder um inquilino que sempre pagou bem. Ele pode ter uma situação que compense menos, ganhando 0,4% do valor do imóvel, ao invés de 0,7%, mas não terá problemas”, analisa Meschini. “O importante para as duas partes é ter bom senso, para que o negócio seja bom para todos”, analisa Ribeiro.

01 de setembro de 2015