Área do Cliente
|
Aluguel Sobe 9,28% em 12 Meses, mas Reajuste pelo IGP-M Cai Para 2,16%: Entenda o Paradoxo de 2026

Aluguel Sobe 9,28% em 12 Meses, mas Reajuste pelo IGP-M Cai Para 2,16%: Entenda o Paradoxo de 2026

Por: https://www.brasilemfolhas.com

Um dado confunde muita gente que está de olho no mercado de locação neste momento: como o aluguel pode estar 9% mais caro no acumulado de 12 meses, se o índice usado para reajustar a maioria dos contratos está em apenas 2,16%? A resposta está na diferença entre dois movimentos que, em 2026, andam em direções opostas.


O aluguel realmente subiu 9,28% no último ano?


Sim. Segundo o Índice FipeZAP, o custo médio para alugar um imóvel no Brasil subiu 9,28% nos últimos 12 meses — um valor bem acima da inflação medida pelo IPCA. Esse número reflete o preço de novos contratos, negociados agora, com base na demanda e oferta atuais do mercado.


Então por que o reajuste anual está tão mais baixo?


Porque o IGP-M, índice mais usado para reajustar contratos já em vigor, desacelerou fortemente em 2026. O acumulado de 12 meses até agosto fechou em 2,16%, resultado de meses consecutivos de deflação no atacado — incluindo uma queda de -0,22% só em agosto. Ou seja: quem está renovando um contrato de aluguel antigo recebe um reajuste bem menor do que o preço de mercado atual para um imóvel equivalente.


Como fica o cálculo de um reajuste de setembro pelo IGP-M?


Para um aluguel de R$ 1.500, o cálculo é: R$ 1.500,00 × 1,0216 = R$ 1.532,40 — um aumento de apenas R$ 32,40, bem distante da realidade de quem procura um imóvel novo no mercado.


Isso significa que os proprietários estão perdendo dinheiro?


Em termos relativos, sim: quem reajusta pelo IGP-M vê seu aluguel corrigido bem abaixo da valorização real do mercado de locação. É justamente por isso que esse cenário abre espaço para negociação — muitos proprietários e imobiliárias já avaliam migrar para o IPCA em renovações contratuais, buscando um índice mais alinhado à inflação de fato sentida no consumo.


Por que a inadimplência no aluguel está caindo, mesmo com preços em alta?


Um dado que reforça a força do mercado de locação: a inadimplência caiu para 3,05% em 2026, o menor índice desde junho de 2023, segundo a plataforma Superlógica. Especialistas explicam que os inquilinos têm priorizado o pagamento do aluguel mesmo em dificuldade financeira — muitas vezes atrasando outras contas, como cartão de crédito, para evitar o risco de despejo.


O que explica a alta continuada no preço do aluguel?


A combinação de sempre: juros ainda elevados dificultam o financiamento da casa própria, empurrando mais famílias para o aluguel, enquanto a oferta de imóveis disponíveis para locação segue restrita nas regiões mais procuradas — um desequilíbrio que sustenta a pressão sobre os preços mesmo com a Selic em trajetória de queda.


Resumo rápido



  • Aluguel de novos contratos sobe 9,28% em 12 meses;

  • Reajuste do IGP-M para contratos vigentes cai para apenas 2,16%;

  • Inadimplência no aluguel recua para 3,05%, menor nível desde 2023;

  • Diferença entre os dois índices abre espaço para renegociação de contratos.


Seu contrato de aluguel em Ribeirão Preto está para renovar e você quer entender se vale renegociar o índice, seja como proprietário ou inquilino? A Piramid Imóveis é referência em locação na região — fale com nossa equipe e tome a decisão certa com quem acompanha o mercado local de perto.